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louvor e ação




Louvor e Ação
Prof. Anísio Renato de Andrade

O louvor é algo maravilhoso, pois nos proporciona momentos de profunda comunhão com o Pai. Não podemos, contudo, supor que o seu coração fique satisfeito apenas com nossas palavras e cânticos ou com os nossos dízimos e ofertas. Tudo isso é importante e agrada a Deus, mas pode perder todo o seu valor, se não for coerente como nosso modo de vida.

- Nossas ações podem inutilizar o louvor e a oferta.

No capítulo 4 de Gênesis, observamos que Caim realizou um culto ao Senhor e, pouco depois, matou seu irmão. De que valeu a oferta de Caim? Nada. Por isso o Senhor diz em Mateus 5:23-24: "Se estiveres apresentando a tua oferta no altar, e aí te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa ali diante do altar a tua oferta, e vai conciliar-te primeiro com teu irmão, e depois vem apresentar a tua oferta." É preciso haver coerência entre o nosso relacionamento com o Pai e o relacionamento com os irmãos.

- Nossas palavras contra o próximo podem inutilizar o louvor e a oferta.

Com a mesma língua bendizemos a Deus e amaldiçoamos os homens (Tg.3.9). Não pode existir este tipo de contradição na vida daquele que louva ao Senhor. Fofoca, maledicência, pragas e maldições, não podem ser achados na boca de um adorador do Pai.

- Nossas omissões podem inutilizar o louvor e a oferta.

Não basta deixar de fazer o mal. Precisamos praticar o bem (Is.1.16-17). O que Deus deseja é que, além do louvor, estejamos dispostos para o serviço, para a ação em benefício do próximo, principalmente daqueles que, juntamente conosco, invocam o nome do Senhor (Gál.6.10).

Nós, que somos ministros de louvor, podemos ter o ilusório sentimento de "dever cumprido" pelo fato de entoarmos cânticos ao Senhor, mas existe muito mais que devemos fazer fora das portas do templo.

Na parábola do bom samaritano (Lc.10.30-37), Jesus mencionou um levita que, vendo um homem caído na estrada, passou de largo. Aquele ministro estava indo ou voltando de Jerusalém, onde cumpria suas obrigações religiosas no templo judaico e, no meio do caminho, perdeu a oportunidade de socorrer um necessitado. É verdade que cada um de nós não tem condições de socorrer a todos os que estão caídos pela estrada da vida, mas, podemos ajudar alguém. Podemos ajudar um filho de Deus e assim, estaremos completando o nosso culto e trazendo regozijo ao coração do Pai.

Naquele relato, Jesus é o observador onipresente. Ele vê o assalto, a indiferença de cada pessoa e o amor do bom samaritano. É claro que Jesus também vê o que se faz dentro do templo, mas ele está nos repreendendo pelo que fazemos ou deixamos de fazer no meio do caminho.

O erro do levita foi o mesmo do sacerdote. Ambos já se sentiam satisfeitos com os ritos religiosos, mas o Senhor queria mais: uma vida que demonstrasse o amor a Deus e ao próximo. Aqueles que agirem assim, serão recompensados pelo Pai.

"Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai. Possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo; porque tive fome, e me destes de comer; tive sede, e me destes de beber; era forasteiro, e me acolhestes; estava nu, e me vestistes; adoeci, e me visitastes; estava na prisão e fostes ver-me. Então os justos lhe perguntarão: Senhor, quando te vimos com fome, e te demos de comer? ou com sede, e te demos de beber? Quando te vimos forasteiro, e te acolhemos? ou nu, e te vestimos? Quando te vimos enfermo, ou na prisão, e fomos visitar-te? E responder-lhes-á o Rei: Em verdade vos digo que, sempre que o fizestes a um destes meus irmãos, mesmo dos mais pequeninos, a mim o fizestes." (Mateus 25.34-40).



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Anísio Renato de Andrade – Bacharel em Teologia.

louvor e vida



Louvor e Vida
Prof. Anísio Renato de Andrade

Os evangelhos nos falam sobre o momento quando alguns romanos, reunidos em um palácio, na presença de pessoas ilustres, ajoelharam-se diante de Jesus e o adoraram dizendo: "Salve, Rei dos Judeus". Narrando assim, de forma resumida, porém fiel ao conteúdo bíblico, a cena pode passar a idéia de um culto. Até mesmo alguém que entrasse naquele recinto poderia pensar dessa forma (Mt.27.27-31; Mc.15.16-20; Jo.19.1-5). Entretanto, aqueles "adoradores" eram soldados que prendiam o Senhor. Faziam aquilo como forma de escárnio. Foram os mesmos que colocaram uma coroa de espinhos em sua cabeça, cuspiram-lhe na face, deram-lhe bofetadas e bateram-lhe com uma cana, fazendo com que os espinhos se encravassem em sua fronte. Saindo dali, o levaram para ser crucificado. Perfuraram suas mãos, seus pés, e, mais tarde, traspassaram seu corpo com uma espada. Só não lhe quebraram as pernas porque, àquela altura, ele já estava morto.

Esse episódio nos leva a refletir sobre a religiosidade, o louvor e a adoração, em contraste com o nosso modo de vida. O que fazemos nos cultos reflete fielmente o que somos, ou é apenas uma cena momentânea? Aqueles homens não eram servos de Deus, embora sua boca confessasse que Jesus é o Rei. Louvamos e adoramos ao Senhor, de fato, ou estamos escarnecendo de sua majestade? Estar ajoelhado fisicamente não é tudo. Precisamos assumir uma vida de submissão ao Senhor. Dizer as palavras corretas não preenche o vazio de uma vida errada.

Em um momento estavam ajoelhados diante de Jesus. Em outro, estavam agredindo o Senhor. Saindo dali, o levaram para ser crucificado. O que fazemos depois que saímos do local de culto? Estaremos levando o Senhor para ser novamente crucificado? (Heb.6.6). Como é a nossa vida fora do templo?

"Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor, entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai..." (Mt.7.21). O culto ao Senhor só é verdadeiro e satisfatório se for um modo de vida. Se nos dirigimos a ele como Rei, precisamos estar dispostos a obedecê-lo. Aqueles soldados o chamavam de "Rei", mas, na realidade, o rei deles era César. Quantos proclamam que Jesus é o seu Senhor, mas vivem servindo ao Diabo! Suas palavras são maravilhosas, mas suas vidas são motivo de sofrimento para o Senhor e vergonha para o evangelho.

Aquele episódio no Pretório de Pilatos nos leva a uma reflexão muito profunda quando o analisamos sob o enfoque da oportunidade perdida. Jesus estava entre aqueles homens. Eles o conheceram pessoalmente. Estiveram no cenário do maior ato divino em favor da humanidade. No entanto, perderam aquela oportunidade de se tornarem cristãos e filhos de Deus. Quantos desejam ver Jesus, mas não podem! Aqueles soldados tiveram uma chance extraordinária e perderam-na de modo absurdo.

Agora, cabe a nós a análise da oportunidade que o Senhor nos dá hoje. Conhecemos a sua palavra, o seu amor e a sua bondade para conosco. Ele está entre nós, na pessoa do seu Espírito Santo. Não podemos perder a chance de sermos cristãos autênticos.

Depois que Jesus expirou, "o centurião e os que com ele guardavam Jesus, vendo o terremoto e as coisas que aconteciam, tiveram grande temor, e disseram: Verdadeiramente este era filho de Deus". (Mt.27.54). Não podemos avaliar a amargura que dominou o coração e a alma daqueles soldados, quando constataram o grande mal que haviam feito.

Após a ressurreição dos mortos, aqueles mesmos homens verão o Senhor novamente. "Eis que vem com as nuvens, e todo olho o verá, até mesmo aqueles que o traspassaram; e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele..." (Ap.1.7). Naquele momento, será tarde demais para o arrependimento e a conversão, mas hoje ainda existe oportunidade para nós.

O Senhor deseja que todos se salvem. Ele quer que reconheçamos os nossos pecados e nossa vida errada diante da sua presença. Ainda há tempo. Jesus continua sendo Rei e espera que todos os homens se submetam espontaneamente ao seu domínio, antes que ele venha como juiz e se assente no grande trono para o julgamento final.



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Anísio Renato de Andrade – Bacharel em Teologia.

levita?


O que é um levita?
Prof. Anísio Renato de Andrade

Muitas vezes os ministros de louvor e músicos evangélicos são chamados de "levitas". Tal costume não é muito antigo, mas parece que já está se tornando tradição. No Novo Testamento não temos referência a ministros de louvor nem a instrumentistas na igreja. Jesus disse que o Pai procura adoradores (João 4.24). O ensino apostólico, por sua vez, incentiva todos os cristãos a prestarem culto ao Senhor, com salmos, hinos e cânticos espirituais (Ef.5.18-20; Col. 3.16).

De onde então vem o conceito de "levita"? Tomamos por empréstimo de Israel e do Velho Testamento. Originalmente, "levita" significa descendente de Levi, que era um dos 12 filhos de Jacó. Os levitas começaram a se destacar entre as 12 tribos de Israel por ocasião do episódio do bezerro de ouro. Quando Moisés desceu do monte e viu o povo entregue à idolatria, encheu-se de ira e cobrou um posicionamento dos israelitas. Naquele momento, os descendentes de Levi se manifestaram para servirem somente ao Senhor (Êx.32.26). Daí em diante, os levitas se tornaram ministros de Deus. Dentre eles, alguns eram sacerdotes (família de Aarão) e os outros, seus auxiliares. Embora os sacerdotes fossem levitas, tornou-se habitual separar os dois grupos. Então, muitas das vezes em que se fala sobre os levitas no Velho Testamento, a referência se aplica aos ajudantes dos sacerdotes. Seu serviço era cuidar do tabernáculo e de seus utensílios, inclusive carregando tudo isso durante a viagem pelo deserto (Núm. capítulos.3, 4, 8, 18).

Naquele tempo, os levitas não eram responsáveis pela música no tabernáculo. Afinal, não havia uma parte musical no culto estabelecido pela lei de Moisés, embora as orações e sacrifícios incluíssem o sentido de louvor, adoração e ações de graças.

Muito tempo depois, Davi inseriu a música como parte integrante do culto. Afinal, ele era músico e compositor desde a sua juventude (I Sm.16.23). Então, atribuiu a alguns levitas a responsabilidade musical. Em I Crônicas (9.14-33; 23.1-32; 25.1-7), vemos diversas atribuições dos levitas. Havia então entre eles porteiros, guardas, padeiros e também cantores e instrumentistas (II Crônicas 5.13; 34.12).

Considerando o paralelo existente entre Israel e a igreja de Jesus Cristo, podemos até utilizar o nome "levita", embora não sejamos descendentes de Levi. Mas, se queremos assim considerar, então todos os que servem em qualquer ministério podem ser chamados "levitas". O levita é aquele que executa qualquer serviço ligado ao culto. O levita é simplesmente um servo e não alguém que esteja na igreja para ser alvo da glória humana.

Aqueles levitas, designados por Davi para o louvor, eram liderados por Asafe, Hemã e Jedutum, e tinham a tarefa de PROFETIZAR com harpas, alaúdes e saltérios (I Crônicas 25.1). Nessa época, surgiu a maior parte dos salmos de Israel. Hoje, podemos testificar que aqueles levitas eram mesmo profetas. Através deles o Espírito Santo falava ao povo. Além disso, eram mestres no que realizavam (I Crô.25.7). E nós? O que somos? Se queremos usar o nome de "levitas" precisamos nos dispor para o serviço e para caminhar em direção a um nível de qualidade excelente no ministério.



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Anísio Renato de Andrade – Bacharel em Teologia.

qualidade do louvor



A Qualidade do Nosso Louvor
Prof. Anísio Renato de Andrade

Precisamos fazer o melhor para Deus, mas quais são os parâmetros que usaremos para avaliar o que é o melhor? Nossas opiniões sobre qualidade no louvor podem variar muito em função do nosso gosto musical ou da nossa capacidade de avaliação técnica. Muitas vezes usamos tais critérios para selecionar o que vamos cantar nos nossos cultos.

Buscamos a sofisticação no que se refere ao equipamento, aos instrumentos e aos arranjos vocais. Mas... o que o Senhor está buscando? Aqueles que o louvam e o adoram em Espírito e em verdade. A qualidade técnica é boa e desejável, mas não está em primeiro plano.

Caim e Abel apresentaram diferentes ofertas ao Senhor, mas o que foi decisivo para ambos foi o que traziam dentro de si. Enquanto examinamos o som e a voz, o Senhor sonda os corações. O ideal é que possamos unir qualidade espiritual e qualidade técnica, cantando e tocando com arte para o Senhor (Salmo 33.3). Precisamos, porém, ter consciência dos aspectos essenciais do verdadeiro louvor: um coração sincero e puro diante do Senhor.

Jesus disse que da boca das criancinhas vem o perfeito louvor (Mt.21.16). Por quê? Elas são puras e sinceras. Imagine a alegria de um homem, quando ouve seu filhinho pronunciando pela primeira vez: "papai", sem melodia, sem instrumentos, mas com pureza. Aquele momento se torna inesquecível.

Mas, como podemos ter um coração puro se já não somos crianças e já cometemos tantos pecados? Se confessarmos os nossos pecados, o Senhor nos perdoa e nos purifica por meio do sangue de Jesus (cf. I João 1.7,9).

Antes de entrar no santuário para louvar ao Senhor, o sacerdote precisava se purificar. Isto se dava através do sacrifício de animais e pela água da pia de bronze (Êx.30.17-21; Hb.5.3). Ainda hoje, antes de louvarmos ao Senhor, precisamos pedir que ele nos perdoe, que ele nos limpe e que possamos, como crianças diante do Pai, oferecer a ele um louvor puro, sincero e agradável.

"Tendo pois, irmãos, ousadia para entrar no santuário, pelo sangue de Jesus, pelo novo e vivo caminho que ele nos abriu através do véu..." (Hb.10.19-20)



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Anísio Renato de Andrade – Bacharel em Teologia.

origem do louvor



A Origem do Nosso Louvor
Prof. Anísio Renato de Andrade

Em nosso artigo anterior, falamos sobre o poder do louvor, abordando seu aspecto musical. A música é, em si mesma, um veículo poderoso. Mas, por melhor que seja a nossa música, devemos sempre estar atentos para o seu conteúdo. O que estamos levando através da música? Assim entenderemos um pouco mais sobre o poder ou a ineficácia do nosso louvor.

Está em questão a mensagem que cantamos. Entra em cena o poder da palavra. Nossas palavras têm poder quando correspondem à verdade. Se cantamos mentiras, nosso louvor está morto. Se proclamar com meus lábios grandes experiências, como se minhas fossem, sem de fato tê-las, estarei mentindo. Se canto sobre júbilo, alegria e gratidão, mas tenho um coração revoltado e amargo, então a minha mensagem é vazia e não produzirá nenhum efeito positivo.

Algumas músicas chamadas "evangélicas" apresentam letras desprezíveis, teologicamente erradas, ou simplesmente inócuas. Alguns compositores deixam até de mencionar Deus ou o nome de Jesus e suas canções tornam-se simplesmente manifestações populares como outras quaisquer ou até piores. O tema, às vezes, se desloca para questões sociais ou românticas. Alguns fazem música de protesto e até de crítica contra outras denominações cristãs. Isto não é louvor. E não haveremos de experimentar nada do poder de Deus através de tais composições.

Não estamos condenando sumariamente diversos tipos de música, mas apenas identificando o que possa ser apresentado como culto ao Senhor.

Qual seria então o melhor conteúdo para as nossas músicas? A Palavra de Deus. Este é um dos principais ingredientes do louvor poderoso. Podemos simplesmente cantar os versículos bíblicos, mas, se queremos escrever nossas próprias letras, elas devem estar fundamentadas inequivocamente na Bíblia. É ideal que cada compositor seja um profundo conhecedor das Escrituras. Se não for, deve, pelo menos, submeter suas composições à crítica de alguém que possa corrigi-las sob o ponto de vista bíblico. O Espírito Santo jamais agirá através de uma mensagem errada. Além disso, corre-se ainda o risco da divulgação de heresias através da música. Esta é uma área que merece grande atenção por parte dos líderes.

Quando cantamos a Palavra de Deus, Ela fica gravada de forma eficaz em nossa memória. Além disso, o Senhor está comprometido com a Sua Palavra, pois é por meio dela que Suas obras são criadas. A Palavra de Deus é um dos principais meios de manifestação do Seu poder. Lemos em Gênesis 1: "Disse Deus: Haja luz; e houve luz". A Palavra de Deus traz à existência a vontade do Senhor.

Cantando a Palavra, trazemos para o nosso louvor todas as propriedades a Ela inerentes. Nosso louvor torna-se vivo, eficaz. Além de engrandecer o nome do Senhor, torna-se também um instrumento de evangelismo e ensino.


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Anísio Renato de Andrade – Bacharel em Teologia.

louvor


O Poder do Louvor
Prof. Anísio Renato de Andrade

O verdadeiro louvor torna-se um meio pelo qual o poder de Deus opera no meio da igreja. Existem vários fatores que tornam o louvor uma força influente e outros que podem até inutilizá-lo. O poder do louvor se relaciona a vários elementos: seu veículo, seu conteúdo, sua origem, seu propósito e seu agente.

Na maioria das vezes, o louvor tem a música como veículo. Encontra-se aí então um elemento poderoso. A música é uma linguagem universal e tem o poder de influenciar o corpo e a mente das pessoas em qualquer lugar do mundo, em qualquer cultura. Ritmo e melodia exercem influência psicológica, produzindo efeitos físicos diversos. O corpo é induzido ao movimento, de modo quase automático. A mente se torna receptiva quando a música é agradável. Desse modo, sentimentos são estimulados e comportamentos são alterados.

O poder da música explica sua ampla utilização no nosso dia-a-dia, seja nos anúncios comerciais, nos eventos, nas religiões, na política, na didática, nas forças armadas, no futebol, nas terapias, etc.. Com motivo ou sem motivo, com objetivo específico ou por simples prazer, a música está em toda parte em virtude do poder que lhe é inerente.

As forças armadas se utilizam da música para estimular o patriotismo de seus soldados. Os hinos dos times de futebol também conseguem efeito semelhante em suas torcidas. Não é de se estranhar que alguns jogos terminem em guerra. Nas campanhas políticas a música é usada para gravar na memória os nomes dos candidatos, seus números e suas ideologias. O mesmo recurso é usado por alguns professores para que seus alunos guardem fórmulas matemáticas e regras gramaticais.

Ao ouvir uma música, podemos nos lembrar de fatos passados, lugares, pessoas, sentimentos, como se, por um momento, estivéssemos revivendo tudo aquilo.

A música provoca estados emocionais diversos: agitação, calma, romantismo. Pode fazer rir ou chorar.

Acrescentando a tudo isso a letra, a mensagem e o seu significado, teremos o poder musical multiplicado.

A música é algo poderoso e isto é muito sério, pois o seu uso pode ser para o bem ou para o mal. Existem músicas que estimulam a rebeldia, a violência, o vício, o sexo e até mesmo o suicídio. Muitas pessoas têm seu comportamento influenciado pelo tipo de música que ouvem.

Quando trabalhamos com a música dentro da igreja, devemos estar conscientes de que estamos manipulando algo muito poderoso. Precisamos estar atentos para não usarmos a música de um modo que venha estimular o pecado.

O poder do louvor é muito mais do que o poder da música, mas esta abordagem nos permite compreender o princípio da questão. Através do louvor nós influenciamos as pessoas. Que tipo de influência estamos passando?

A música evangélica, quando usada corretamente, é poderosa para a fixação da palavra de Deus, para sua compreensão e para conduzir as pessoas à contrição ou ao júbilo na presença do Senhor. Para ter plena eficácia, nosso louvor precisa ter a unção e o poder do Espírito Santo, conforme abordaremos mais especificamente em nossos próximos artigos.

O poder da música foi criado por Deus. Contudo, é um princípio universal e está à disposição de todos. Até o Diabo usa a música para os seus fins escusos. Que nós possamos usá-la para a honra e para a glória do nosso Deus.


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Anísio Renato de Andrade – Bacharel em Teologia.

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